segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Especial: A Turnê de Chaves no Brasil, que quase aconteceu

Elenco do Chaves em turnê no Uruguai. Isso quase aconteceu no Brasil.
 

           Pelo quarto mês seguido, vamos para uma coluna especial, devido à falta de novidades no Meio CH. Na verdade, até aconteceram algumas novidades (que você verá no final, na seção "Notícias CH"), mas nada que movimentasse o Meio CH como antes.  
           Desta vez, vamos falar de uma turnê que o elenco do Chaves iria fazer. Muita gente se pergunta porque os atores não fizeram uma turnê no Brasil. Um dos principais motivos foi que o seriado só estreou no Brasil em 1984, não faria sentido uma turnê aqui antes disso, porque os brasileiros ainda não conheciam a série. Mas, no início da década de 1990, uma turnê do elenco quase aconteceu aqui. O projeto começou a sair do papel em 1989. Na época, Chaves estava começando a fazer sucesso no Brasil e produtos licenciados do seriado começavam a ser lançados. Como parte de um projeto para explorar comercialmente a marca de Chaves no Brasil, uma empresa de São Paulo quis trazer todo o elenco para uma grande turnê por todo o país. Isso foi noticiado pela Revista Veja, em novembro de 1989. Segundo a reportagem, a empresa que queria trazer os atores ao Brasil era a Diana Backstage, responsável por produções artísticas.
 
 
Revista Veja de 1989 trás a notícia: elenco de Chaves fará turnê no Brasil
 

           De acordo com a reportagem da Veja, a turnê do elenco começaria em abril de 1990 e passaria por dez cidades brasileiras. Mas, posteriormente, ela acabou sendo adiada. Edgar Vivar, intérprete do Senhor Barriga, contou que o motivo do adiamento foi o idioma. Os organizadores brasileiros deram duas opções aos atores: apresentar o show falando em português ou usar um playback para que o show fosse dublado. Os organizadores tinham uma preferência por essa segunda opção. Mas Roberto Gómez Bolaños, criador e intérprete do Chaves, não gostou da ideia. Como no Brasil muitas pessoas pensavam que o programa era brasileiro, fazer o show com playback deixaria evidente que os atores não eram daqui. Apresentar em espanhol seria pior ainda, causaria estranheza nos fãs que não falam o idioma. Então Bolaños decidiu que os atores só poderiam fazer o show no Brasil depois que aprendessem a falar português.
           Durante um tempo, os atores foram se preparando para o show. Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, contou em sua autobiografia que todo o elenco teve ajuda de um professor de português, que trabalhou em tempo integral para ajudar os atores a preparar o show. Finalmente, em 1992, o show foi completamente preparado em português e tudo estava pronto para a turnê começar. Os atores iriam percorrer o país em toda a sua geografia.
 
Protestos pelo impeachment do Presidente Collor, em 1992
 

           No entanto, pouco antes da turnê ser realizada, começaram a acontecer no Brasil vários protestos contra o Presidente Fernando Collor, que sofria processo de impeachment. Os lugares onde os atores iriam se apresentar foram ocupados em protesto. Com isso, ficou-se completamente inviável a realização dos shows pelo país e o risco à segurança também fez com que a Televisa não quisesse enviar os atores ao Brasil. Assim, infelizmente, a grande turnê de Chaves no Brasil foi cancelada e o público brasileiro ficou sem ver todo o elenco completo.
           Atualmente, na redes sociais, muita gente não acredita nessa história de que a turnê foi cancelada por causa dos protestos e do momento político tenso do Brasil na época. Mas isso aconteceu sim. O próprio Roberto Gómez Bolaños já disse isso em entrevistas e o mesmo foi repetido por Florinda Meza na entrevista do Programa do Ratinho, em 2015. Podem conferir no vídeo abaixo (que está sem legendas, mas não é difícil de entender):
 
 
 
           Detalhe: se essa turnê tivesse acontecido, não teria contado com Carlos Villagrán (Quico), nem com Ramón Valdés (Seu Madruga). O primeiro já tinha deixado o elenco e o segundo havia falecido em 1988. Muito provavelmente, Angelines Fernández (Dona Clotilde/Bruxa do 71) também não viria ao Brasil, pois ela estava com problemas de saúde e precisou se afastar da televisão em 1991.
            É uma pena que essa turnê não aconteceu. Teria sido histórica. Até hoje acho que, se o Roberto tivesse vindo ao Brasil, o país iria parar. Imagine então se viessem os atores juntos. Seria fantástico. Bem, vida que segue. Pelo menos os atores que ainda estão vivos vem ao nosso país de vez em quando.
 
 
 
NOTÍCIAS CH

Paloma Fernández, filha de Angelines Fernández - a Dona Clotilde - desmentiu a notícia de que estava botando à leilão o vestido usado por sua mãe no seriado. Ela garantiu que a notícia é totalmente falsa. Bem que eu desconfiei dessa notícia quando vi. Nunca achei que a Paloma iria querer se desfazer do vestido da mãe. Além disso, com aquele preço - 1 milhão de pesos mexicanos, o equivalente a 180 mil reais aproximadamente -, seria praticamente impossível alguém se interessar por esse vestido. É caro demais, não vale tanto assim. 
 
 
Carlos Villagrán, o Quico, está no Brasil! O ator chegou hoje para a pré-estreia do filme "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola". O evento será na quarta-feira, dia 4, no Shopping Pátio Paulista em São Paulo. No dia seguinte, Villagrán dará uma entrevista coletiva à imprensa em um hotel no Itaim Bibi. O ator também irá conceder uma entrevista no "The Noite com Danilo Gentili", no SBT, em que falará sobre o filme. A entrevista no The Noite deve ir ao ar no dia 11 de outubro, véspera da estreia do filme no Brasil. Essa é a segunda vez que Carlos vem ao Brasil este ano. Em abril, ele esteve na CCXP Tour Nordeste, em Recife. Agora, as atenções estão voltadas para o filme. Vamos aguardar, mas confesso que, depois de ver o trailer, perdi totalmente a vontade de ver o filme. Porém, para avalia-lo, é preciso assistir...
 
 
A escola de samba Unidos de Vila Maria vai homenagear Chaves e o México no carnaval de 2018. Hoje, começou a correr no facebook uma informação de que a escola estaria querendo trazer os atores ainda vivos do seriado para ver o evento. Fiquei na dúvida se isso era verdade mas, pelo que vi no Fórum Chaves, o interesse em trazer os atores existe sim. Agora, se isso vai se confirmar, são outros 500. Vamos aguardar. E já desejo boa sorte a escola no carnaval do ano que vem. Que bom ver um seriado como Chaves e um belo país como o México receberem uma homenagem como essa.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Especial: As Melhores Entrevistas dos Atores CH

Gugu com o elenco CH em 1988: a primeira vez é inesquecível

           O Meio CH está tão parado, tão sem novidades, que pelo terceiro mês consecutivo terei que fazer uma Coluna especial. Desta vez, o tema são as entrevistas que os atores CH já concederam para a TV brasileira. Muitas delas foram citadas na coluna especial de julho, mas ali o tema era as vindas dos atores ao Brasil. Desta vez, vamos focar nas entrevistas em si.  
           A primeira vez que os fãs brasileiros viram uma entrevista com os atores CH foi no final dos anos 80. Em novembro de 1988, o apresentador Gugu Liberato, que na época estava em início de carreira, foi até o México e entrevistou Roberto Gómez Bolaños, Florinda Meza, Edgar Vivar e Rubén Aguirre para o programa Viva a Noite. Hoje em dia, muita gente faz confusão com a data dessa entrevista, pois muitos pensam que a entrevista é de 1989. Explicando: a entrevista foi exibida em janeiro de 1989, mas foi gravada em novembro de 1988. A entrevista foi dublada pela Maga, com os mesmos dubladores clássicos do Chaves, com exceção de Mário Vilela, o dublador do Senhor Barriga - que, se não me engano, foi substituído por Gilberto Baroli. Essa entrevista do Gugu tem um momento marcante e que até hoje muitos comentam: quando Chespirito se vestiu de Chaves para falar com Gugu. Sem dúvida, essa entrevista foi inesquecível.
           Infelizmente, não há registro da entrevista completa. Mas temos boas partes dela salvas no youtube.
 
 
 
 

          Em 1991, três anos depois da entrevista, Gugu foi mais uma vez até o México e realizou mais uma entrevista com Roberto, o nosso Chaves, para o Viva a Noite. Assim como da primeira vez, a entrevista foi dublada pela Maga. Nessa entrevista, Roberto falou de sua vida, sua relação com o futebol e como criou o Chaves e Chapolin. Outra entrevista muito boa.
 
 
 
Anos depois, Carlos Villagrán, o Quico, veio ao Brasil pela primeira vez. Carlos foi ao Jô Soares, brincou muito e ainda conheceu o seu dublador brasileiro, Nelson Machado. Um momento histórico.
 
 
 
   
           Já em 2003, foi a vez de Edgar Vivar vir ao Brasil pela primeira vez. Ele veio para dar uma entrevista no Falando Francamente, apresentado por Sônia Abrão no SBT. Durante o programa, conheceu o seu dublador brasileiro, Mário Vilela. Lembro até hoje da repercussão que teve a vinda do Edgar e da emoção enorme que os fãs tiveram com essa entrevista.
 
 
 
 
 
Em 2010, Carlos Villagrán e Edgar Vivar voltaram ao Brasil. Os dois deram entrevistas especiais para o Programa do Ratinho, numa série de dois episódios. Ambas foram entrevistas muito bonitas. Na entrevista com Carlos Villagrán, o ator reencontrou o dublador Nelson Machado. Além disso, muita gente chorou de emoção durante a participação de Villagrán no programa. Sem dúvida, foi muito especial.
 
 
 
 
Se as entrevistas com Villagrán e Vivar já tinham sido emocionantes, no ano seguinte Ratinho proporcionou algo ainda mais especial para os fãs CH. O apresentador foi até o México e entrevistou o próprio Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, e Florinda Meza, a Dona Florinda, na casa deles em Cancún. Um momento inesquecível dessa entrevista foi o final, quando Ratinho deu um boneco do Chaves de presente para Bolaños, que ficou com os olhos cheios de lágrimas. Como eu queria ter estado lá!
 
 
 
 
Anos depois, após o falecimento de Chespirito, Ratinho trouxe Florinda Meza pela primeira vez ao Brasil, para uma entrevista no palco do programa. Claro, houve uma sensação de tristeza pela perda do Roberto, mas a entrevista foi muito emocionante e muito bem feita. Durante o programa, Florinda também conheceu sua dubladora brasileira, Marta Volpiani.
 
 
 
E o Programa do Ratinho ainda nos proporcionaria uma grande entrevista com Rubén Aguirre, o Professor Girafales. A entrevista demorou um pouco para acontecer, mas foi realizada em novembro de 2015, na casa de Rubén em Puerto Vallarta. Quem conduziu a entrevista foi a jornalista Nadja Haddad. Antes disso, Ratinho, na entrevista que fez com Edgar Vivar em 2010, havia lançado um desafio: disse que se Rubén não pudesse vir ao Brasil, ele iria ao México entrevista-lo. E eu repito: como eu queria ter estado lá! 
 
 
 
No início de 2016, Gugu Liberato foi até o México e entrevistou Florinda Meza mais uma vez. Na entrevista, Florinda falou de sua relação com Roberto, mostrou a casa onde eles moravam e contou detalhes sobre os problemas de saúde que o humorista enfrentou. Uma entrevista excelente. Gugu está de parabéns por ter feito uma entrevista tão boa.
 
 
  
Os atores ainda realizaram muitas outras entrevistas, mas para mim, estas foram as melhores até o momento. Que possamos ter mais delas em breve.
 
 
 
 NOTÍCIAS CH
 
Paloma Fernández, filha de Angelines Fernández - a Dona Clotilde - anunciou recentemente que vai leiloar o vestido original usado pela mãe no seriado. O lance inicial é de 1 milhão de pesos mexicanos. Na cotação atual, isso dá aproximadamente 180 mil reais. Quando vi essa notícia na internet, pensei que ela poderia ser falsa, mas ela está se espalhando cada vez mais, até o UOL e o SBT a divulgaram. Vamos então acreditar que é verdade, pelo menos por enquanto. Mas dou minha opinião: por mais que eu goste de Chaves, nunca que eu gastaria 180 mil reais nesse vestido. Não gastaria esse dinheiro no vestido nem se eu fosse milionário. Não compensa. Esse vestido, por mais raro que seja, não vale tanto assim. Fico pensando: a filha da Angelines deve ter problemas nesse leilão, dificilmente vai conseguir vender com esse valor.
 
 

domingo, 20 de agosto de 2017

Chespirito e Rubén Aguirre. Saudades...

Dupla genial. Saudades...

  
         No dia 28 de novembro de 2014 (e nos 4 meses seguintes, pelo menos), o mundo inteiro chorou o falecimento de Chespirito, o criador e intérprete do Chaves e do Chapolin. Claro, ele estará para sempre vivo em nossos corações. Mas ele faz falta. Sua morte causou uma imensa sensação de vazio nos fãs e, à partir daí, assistir Chaves nunca mais foi a mesma coisa - pelo menos para aqueles que já assistiam o seriado há muitos anos. Junto com o falecimento de Chespirito e essa sensação de vazio, as novidades sobre CH começaram a acabar e foram ficando cada vez mais raras. Sem elas, a vontade que tínhamos para acompanhar as séries diminuiu mais ainda. O Meio CH decaiu de vez. E, apenas um ano e meio depois do falecimento de Chespirito, veio outra grande tristeza: Rubén Aguirre, o Professor Girafales, também nos deixou. Sua morte não teve a mesma repercussão da de Chespirito, mas também entristeceu à todos. O vazio ficava maior...
 
Os dois juntos nos anos 1970.
 
  
         Chespirito e Rubén Aguirre foram grandes amigos desde quando se conheceram, nos anos 60. Os dois fizeram uma parceria que deu muito certo, não só em Chaves e Chapolin. Fizeram juntos o Pancada Bonaparte e o Lucas Pirado, dois loucos que nos faziam morrer de rir. Também fizeram juntos o Dom Caveira e o Rafael Contreras. Ou mesmo o Chómpiras e o Sargento Refúgio. Com todos esses personagens, os dois fizeram feliz a infância de muita gente e sempre nos deram boas gargalhadas. Marcaram as nossas vidas de tal maneira que muitos fãs sentem como se, desde sempre, os conhecêssemos e eles fossem membros da família. Não tem como não sentir a perda deles. Talvez os mais novos não sintam tanto, porque já vão pegar o seriado com os dois tendo falecido. Quando muitos fãs entraram para o Meio CH na internet, por exemplo, não sentiram tanto a morte de Ramón Valdés (Seu Madruga) porque ele já tinha falecido há muito tempo, em 1988. Ou seja, já começaram a assistir com ele morto. Mas para nós, que começamos a assistir com Chespirito e Rubén vivos e ficamos assim por muitos anos, a perda dos dois é sentida sim.  
 
 
 "Sabia que as pessoas continuam dizendo que você e eu estamos loucos?"

         
            Eu, particularmente, senti muito porque, dos atores ainda vivos do Chaves, os que eu mais tinha vontade de conhecer pessoalmente eram o Chespirito, o Rubén e o Edgar Vivar. Só o Edgar foi possível...não pude viajar ao México para ver o Chespirito e o Rubén, como outros fãs fizeram. Cheguei a tentar ir para ver o Rubén Aguirre, mas dias depois de eu ter começado a juntar os documentos para tirar o passaporte, veio a notícia do falecimento dele. Que tristeza...torcia para eles virem ao Brasil, mas não era possível, porque ambos estavam com muitos problemas de saúde, o que os impedia de fazer uma viagem tão longa. E quando os dois ainda estavam saudáveis, não vieram também, pelo menos nos anos 2000. Na única vez que o Rubén veio, com o circo dele em 1996, o show não foi na minha cidade e eu ainda era muito pequeno. E Chespirito, praticamente, nunca veio ao Brasil (não estou contando aquela passagem dele por Foz do Iguaçu nos anos 80 porque foi uma passagem muito rápida). Aliás, acho que pouquíssimos fãs brasileiros tiveram a chance de estar com Chespirito e Rubén, já que os dois vieram muito pouco ao Brasil. Só conseguiu mesmo quem viajou para o México ou teve a sorte de vez o show do Rubén em 1996...outra coisa que me frustra é que eu fiquei um bom tempo sem usar o twitter e não sabia que o Chespirito e o Rubén tinham perfis nessa rede. Ou seja, eu poderia ter tido ao menos uma mensagem respondida ou curtida por eles. Mas quando tomei conhecimento dos perfis deles no twitter, os dois já tinham falecido.

Chompiras e Sargento Refúgio. Outros dois personagens inesquecíveis.

         
            O que me consola é que, pelo menos de uma pequena forma, pude ver os dois. Quando Chespirito fez a sua twitcam em 2011, eu assisti e fiquei muito emocionado. Foi como se estivesse vendo-o pessoalmente. Cheguei até a cantar junto com ele quando ele relembrou as músicas dos seriados, como "Que Bonita Vecindad" e "Taca la Petaca". Na segunda twitcam, em 2012, enviei uma mensagem perguntando por um momento bom que ele se lembrava do seriado. Logo depois disso, ele começou a falar do episódio de Acapulco. Não acho que foi a minha pergunta que ele leu, mas foi como se estivesse falando para mim. Com o Rubén, cheguei a falar com sua filha, Verônica Aguirre, pelo twitter. E vi a entrevista de Rubén no Programa do Ratinho, onde ele saudou todos os fãs brasileiros (entre os quais me incluo) e disse que gostaria de, um dia, abraçar a todos pessoalmente. Muita emoção. Além disso, tenho a rara biografia de Chespirito, escrita por ele mesmo e que não foi lançada no Brasil. Uma relíquia, que jamais venderei. Espero, um dia, conseguir a do Rubén também.


Os dois personagens mais marcantes: Professor Girafales e Chaves

         
            Alguns podem pensar: "ora, mas as pessoas não são imortais, um dia eles morreriam". Sim, mas é sempre triste quando esse momento chega. Ainda mais no caso de pessoas tão especiais, como o Chespirito e o Rubén. Por outro lado, foi necessário o descanso deles, porque os dois estavam com muitos problemas de saúde e sofrendo muito. Uma vez, me ensinaram que, depois de morrer, Deus cura as doenças que as pessoas tinham em vida. Agora, Chespirito e Rubén não estão mais sofrendo, estão curados. Com certeza estão num lugar melhor. E, provavelmente, estão muitos felizes vendo lá de cima todo o carinho e amor que os fãs tem por eles.

             Com atuações fantásticas e grandes personagens, Chespirito e Rubén estiveram na minha vida desde sempre e acredito que na de todos os outros fãs também. Sentimos muito a sua falta, basta comparar o Meio CH de hoje com o que era antes do falecimento deles para perceber isso. Mas Chespirito e Rubén, vocês não foram embora. Vivem aqui, no meu coração e no coração de todos os fãs...para sempre! 
              Para encerrar, o relato que Rubén Aguirre fez sobre a última vez que falou com Roberto:

"Foi por telefone. Ele estava muito doente. Eu lhe disse: "Roberto, se tem alguma coisa que eu possa fazer por você, por favor, diga-me". Veja a grandeza de Roberto Gómez Bolaños, ele me disse: "Já está fazendo ao me ligar". Se estivesse com ele, eu o chamaria de irmão e lhe daria um abraço. Porque assim éramos: irmãos. Não éramos amigos, éramos irmãos".


Obrigado Chespirito e Rubén, por tantos bons momentos que você nos proporcionaram!


 Eternos!


NOTÍCIAS CH


Uma notícia triste: a dubladora Erika Mireles, voz da Dona Clotilde no idioma original do desenho do Chaves, faleceu no dia 18 de julho. A causa da morte não foi divulgada. Erika se dedicou à dublagem por 20 anos e, além de Chaves, ela se destacou nos Simpsons, onde dublou as irmãs Paty e Selma e a mãe do Diretor Skinner. Por coincidência, Erika faleceu na véspera do aniversário de Helena Samara, dubladora da Dona Clotilde no Brasil - sendo que, aqui, a notícia do falecimento de Erika só chegou no dia 19, coincidindo com o aniversário de Helena. Descanse em paz. 

O filme de Carlos Villagrán, o Kiko, com Danilo Gentili teve recentemente o pôster (foto) e o trailer divulgados. A estreia será no dia 12 de outubro. No início do ano, alguns sites divulgaram que Carlos deverá vir ao Brasil para a estreia do filme. Vamos aguardar. Mas confesso que eu não vou assistir esse filme. Pelas imagens que foram divulgadas, aparenta ser muito ruim, nem o Villagrán deve conseguir salvar. Estava empolgado com a participação dele no filme, mas depois de vez o trailer desisti. 














Num vídeo que gravou no youtube junto da atriz Fernanda Souza (foto), Maisa Silva disse que não gosta de Chaves. A declaração bombou na internet e fez Maisa ser bastante criticada. Mas calma, não foi bem isso que ela disse: Maisa falou que gosta de Chaves mas não do seriado original; e sim do desenho. Curiosamente, quando Chespirito faleceu em 2014, a própria Maisa gravou um vídeo dizendo que gostava do seriado. Deve ter mudado de opinião com o tempo. Eu, particularmente, acho que o desenho do Chaves não é tão bom como o seriado, mas não critico a Maisa por essa declaração. Cada um tem a sua opinião, ela tem o direito de ter a dela e não é obrigada a gostar do seriado. E ela não ofendeu ninguém. Eu não concordo, mas respeito a opinião dela. Não era uma declaração para ter repercutido tanto assim.  


Edgar Vivar (Senhor Barriga) e Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) fizeram turnês no Peru em julho. Cada um apresentou seu show no país. Mas eles aproveitaram a ocasião para se reencontrar. Os dois já não se viam há algum tempo. A foto ao lado é uma das que foram divulgadas, mostrando o reencontro de Edgar e Maria. Esse reencontro emocionou os fãs na internet. Edgar foi assistir ao último show de Maria no Peru, no dia 6 de agosto, e ela aproveitou para chama-lo ao palco, emocionando a plateia. Muitas brigas aconteceram no elenco de Chaves, mas que bom que o Edgar e a Maria são amigos. E que sorte dos fãs peruanos, conseguiram ver dois ídolos juntos.